Entrevista
com Pintão
por José
Marques,
Felipe Campos
e Evilásio
Júnior

Bahia Notícias
- Você usou
a tribuna
da Câmara
de Medeiros
Neto para
assumir
que fumava
maconha,
um posicionamento
que, ao
menos pelo
o que a
gente sabe,
foi a primeira
vez que
um vereador
fez publicamente
na Bahia.
Por que
você fez
aquela declaração?
Pintão
- Na verdade,
desde que
entrei na
vida pública
me acusam
de ser maconheiro,
usando esse
termo de
forma pejorativa
para classificar
o maconheiro
como uma
pessoa que
não tem
qualidade,
que não
teria capacidade
de estar
ocupando
o lugar
que estou
hoje na
Câmara de
Vereadores,
já no terceiro
mandato.
A minha
defesa foi
realmente
assumir.
Não negar
para a sociedade
a minha
vida particular,
a minha
vida interna,
porque eu
gosto de
fazer. Não
foi apenas
assumir
por assumir.
Fui acusado
de forma
pejorativa
e então
quis entrar
nesse mérito
para dizer
que quem
fuma maconha
não é marginal.
É pai de
família,
tem filhos,
trabalha,
estuda e
pode ser
representante
do povo.
BN
- E como
foi a repercussão
disso em
Medeiros
Neto?
P - Não
gerou nenhum
fato polêmico
ao meu trabalho
porque,
de certa
forma, as
pessoas
de lá já
sabiam disso.
Só faltava
eu falar.
Então, as
pessoas
acabaram
entendendo.
Algumas
partes mais
conservadoras
da população,
como a igreja
e tal, condenaram
a atitude.
O resto
da população
que já me
conhece,
sabe quem
eu sou e
não mistura
os fatos.
BN - Então
o preconceito
fica...
P - Fica
a título
de adversários
políticos
que querem
manchar
meu trabalho
lá no município.
BN
- Não teve
tanta repercussão
porque lá
em Medeiros
Neto o uso
de maconha
é comum?
P - Não,
o uso não
é comum,
como em
lugar nenhum.
A nossa
questão
também não
é debater
a liberalização
do uso de
maconha.
O cigarro
é legalizado
e é regulamentado.
Tanto que
o Senado
acaba de
votar a
lei que
proíbe fumar
em locais
públicos
fechados.
Seria o
caso do
uso da maconha.
O caso do
uso da maconha
em debate
é que é
um direito
individual
de cada
cidadão.
Nossa Constituição
expressa
isso de
forma bem
clara, a
defesa de
nossos direitos
individuais.
Se fumar
maconha
só prejudica
a você,
não é crime,
porque crime
é ação ou
omissão
que venha
a afetar
bens de
terceiros.
Se fumar
maconha
e dirigir
pode provocar
um acidente
e prejudicar
alguém,
então se
proíbe fumar
maconha
e dirigir.
Agora, condenar
um usuário
de maconha
por fumar,
isso é absurdo.
BN
- Mas tem
a questão
do comércio
ilegal.
Em sua afirmação
na Câmara,
você disse
que “o estado
poderia
estar ganhando
ao legalizar
a maconha”
e citou
as cooperativas
defendidas
pelo deputado
federal
Paulo Teixeira
(PT-SP).
P - Esse
projeto
do deputado
Paulo Teixeira
é parecido
com o modelo
do que cogitam
fazer no
Uruguai.
Está no
congresso
do Uruguai,
já em fase
de votação,
projetos
tanto da
bancada
de situação
ao presidente
como também
da bancada
de oposição.
O projeto
da bancada
de situação
legaliza
a cada cidadão
uruguaio
ter até
oito pés
de maconha
plantado
em casa
para autoconsumo.
Eles enxergam
nisso um
combate
à força
econômica
do tráfico,
porque se
você avaliar
os estudos
da ONU,
5% da população
de cada
país é usuário
de drogas
ilícitas
e 70% desses
5% são usuários
de maconha.
Então se
o cidadão
vai poder
plantar,
cultivar
e fumar,
vai diminuir
a força
desse comércio
em relação
ao traficante.
O projeto
da bancada
de oposição
é o da maconha
industrial,
porque a
maconha
não tem
a utilidade
só do “barato”.
A maconha
é que nem
Bombril,
tem 1001
utilidades.
Serve para
combustíveis,
tecidos,
medicamentos.
Esse projeto
que o Paulo
Teixeira
quer discutir
no Congresso
Brasileiro
as cooperativas
para poder
ter essa
produção
em alta
escala e
incentivar
a industrialização,
que geraria
muitos dividendos
para o Estado
e para o
país.
BN
- Numa entrevista
para o medeirosneto.com.br,
você comenta
que a maconha
poderia
ser um benefício
para o pequeno
agricultor
baiano,
pela questão
do clima,
por exemplo.
P - A gente
sabe que
no nordeste
da Bahia
há retirantes
que estão
indo embora
procurando
melhorias
de vida.
E não encontram.
Porque o
campo, no
Nordeste,
não tem
incentivo
para a agricultura
familiar.
O governo
não tem
como manter
o cidadão
no campo.
Essa agricultura
de subsistência
do Nordeste
em cima
do milho
e do feijão
já está
defasada
e não segura
a família.
A maconha
seria uma
alternativa
sim, porque
o clima
do Nordeste
é ideal
para o cultivo
da cannabis
sativa.
A luminosidade
é boa demais.
Na questão
de água,
bastaria
qualquer
poço de
dez, 20,
30 metros
para encontrar
o lençol
freático.
Essa produção
iria incentivar
a agricultura
familiar
no Nordeste.
O local
deixaria
de ter somente
culturas
convencionais
de milho
e feijão
e teria
uma cultura
alternativa
com muitas
possibilidades
de negócio.
BN
- Mas a
questão
do tráfico
perpassa
pela maconha
não se restringe
à maconha.
Você é a
favor da
liberação
de outras
drogas,
como a cocaína?
P - Eu
acho que
o país não
está nem
preparado
para debater
a questão
da legalidade
da maconha
porque o
preconceito
em cima
dela já
é demais.
Satanizaram
a maconha,
a verdade
é essa.
As pessoas
não discutem
isso de
forma aberta.
Falar hoje
da possibilidade
de legalização
das outras
drogas seria
colocar
uma dosagem
muito pesada
em um tema
que a gente
está procurando
– com os
ativistas
Brasil afora,
como [os
sites] Hempadão,
Growroom
– abrir
a cabeça
do pessoal
para ver
se no futuro
a questão
da proibição
acabe. Porque
o direito
de usar
a droga
é do cidadão.
Você quer
encher a
cara de
cerveja,
de cachaça,
é um direito
seu. Se
você quiser
encher a
cara na
cocaína
e na maconha,
também é
um direito
seu. Contanto
que você
não prejudique
a um terceiro.
Essa proibição
está gerando
uma violência
institucionalizada
porque quem
paga o alto
custo disso
é o trabalhador
que sequer
fumou um
cigarro
de maconha
da vida.
E ele quem
sai de casa
cedo no
Rio de Janeiro
para trabalhar
e não sabe
se volta
à tarde.
É uma guerra
por território
entre facções,
cada um
apresentando
um arsenal
bélico maior
que a outra
e a polícia
sendo corrompida
pela força
econômica
que o tráfico
gera. Claro
que não
são todos
os policiais,
mas a gente
vê nos noticiários
dos grandes
centros
a toda hora.
BN
- O delegado
de Medeiros
Neto, Kleber
Eduardo
Gonçalves,
chegou a
dizer que
ia investigar
se o você
fazia ou
não apologia
às drogas.
Houve algum
problema
em relação
a isso?
Você acha
que faz
apologia?
P - O Dr.
Kleber já
até declarou
que não
verificou
apologia
nenhuma
em minha
fala. Porque
eu não incentivei
ninguém
a usar.
Não falei
para ninguém
que usar
maconha
é bom. Apenas
assumi que
uso. Essa
liberdade
de expressão
minha foi
garantida
no julgamento
do STF [Superior
Tribunal
Federal]
que garantiu
a legalidade
das marchas
[a favor
da maconha].
BN
- E o que
você acha
da repressão
policial
recente
às marchas
da maconha
antes desse
julgamento?
P - Era
uma questão
da interpretação
da lei 11.343
de 2006,
a Lei de
Drogas.
E eles entendiam
que aquela
manifestação
seria uma
forma de
apologia.
E então
proibiam,
o que tirava
a livre
expressão
de ideia
de cada
cidadão,
o direito
de manifestação
e o direito
de revolução,
que é de
todos. O
que aconteceu
agora na
USP [Universidade
de São Paulo]
foi um absurdo.
Aquilo tudo
por conta
de três
estudantes
e um baseado?
Quando o
Estado não
gastou pra
colocar
todo aparato
bélico na
USP?
BN
- Você acha
que a polícia
persegue
o usuário
de maconha?
P - Sim,
por causa
do preconceito.
O policial
não aborda
de forma
correta
o usuário
de maconha.
A lei é
clara. O
artigo 28
não penaliza
quem adquirir
ou portar
para o uso
próprio.
Penaliza
com uma
advertência.
Agora para
conduzir
até a cadeia
e deixar
detido,
ela não
prevê isso.
Os policiais
quando pegam
o usuário
de maconha
na rua,
a primeira
coisa que
fazem é
levar para
a delegacia
e expor.
Se o cara
não tem
dinheiro
para resolver
o problema
na hora
cobram até
fiança para
tirar o
cara da
delegacia.
É um absurdo.
A lei não
fala de
fiança.
BN
- Quantos
anos você
acha que
levaria
para haver
a regulamentação
da droga?
P - Acho
que tivemos
um avanço
muito grande
agora em
2010 por
conta do
reconhecimento
do direito
de marcha,
da liberdade
de expressão
concedida
pelo STF,
por unanimidade.
As pessoas
estão de
certa forma
abrindo
isso, diante
da minha
declaração,
da declaração
de outras
pessoas,
de outros
e outros
por aí.
Porque o
que tem
que acontecer
primeiro
é você legalize
a sua mente.
Depois a
sua família,
depois as
pessoas
que estão
em volta,
para quebrar
o preconceito,
para as
pessoas
discutirem
isso de
forma aberta,
de forma
clara, sem
te tarjar
de delinquente,
de irresponsável,
porque você
gosta de
fumar um
baseado.
Eu sou pai,
eu tenho
uma filha
de 14 anos,
outra de
dez, outro
de onze.
Sou pai
de três
filhos,
dou um duro
danado pra
poder educar
os três.
Estudo,
sou bacharel
em direito,
ocupo cargo
público
em meu município,
sou o primeiro
secretário
da União
de Vereadores
da Bahia,
sou membro
permanente
da Rede
Nordestina
de Jovens
Vereadores.
Fumar baseado
me desqualificaria?
Então, estou
na defesa
de que o
usuário
de maconha
não tem
que ser
taxado como
malandro,
pessoa à
toa ou preguiçoso.
Quantos
profissionais
liberais
fazem uso
para relaxar
e são competentes?
Essa hipocrisia
é que a
gente luta
para poder
quebrar.
BN
- E qual
seria seu
papel na
defesa da
regulamentação
da maconha,
como vereador
de uma cidade
pequena,
no interior
da Bahia?
P - Acredito
que em uma
boa parcela,
estou contribuindo.
A gente
não pode
puxar para
si toda
a responsabilidade
do tema.
Sou eu aqui
na Bahia,
outra pessoa
no Rio Grande
do Sul,
outra em
São Paulo,
outra em
Belo Horizonte,
que estão
querendo
debater
isso de
forma aberta.
É o Paulo
Teixeira
no Congresso,
enfrentando
todo o conservadorismo
do partido,
da bancada
do PT que
ele lidera,
o [antropólogo,
redutor
de danos
e ativista]
Sergio Vidal
aqui na
Bahia, que
tentam informar
à população
pelo menos
para que
ela leia,
conheça
um pouco
antes de
querer incriminar
e julgar.
BN
- E como
você defende
que seja
feita essa
regulamentação?
P - Defendo
a industrialização
da maconha
em sua plenitude,
seja para
fazer remédio,
para fazer
tecido,
para fazer
combustível,
para gerar
qualquer
outro tipo
de utilidade
que a planta
poderia
ter. Para
o uso recreativo,
defendo
o direito
ao usuário
de se autosustentar.
Se é uma
planta que
você pode
pôr num
vaso, cultivar
e colher,
você não
vai ter
necessidade
de entrar
em qualquer
biqueira
ou morro
da cidade
para fumar.
Seria um
prejuízo
muito grande
ao tráfico
e um lucro
para o Estado
que poderia
ser investido
na fronteiras,
que poderia
ser investir
na questão
de educação,
lazer e
esporte,
porque a
gente não
combate
droga com
guerra.
Quantos
milhões
não são
gastados
para invadir
um morro
no Rio e,
enquanto
isso, tem
bombeiro
na rua fazendo
greve contra
o Governo
do Estado
por ter
um salário
de R$ 900?
Isso é uma
disparidade
e a gente
tem que
discutir
de forma
mais aberta.
Como será
realizado,
eu não sei.
Mas a gente
tem que
discutir
e buscar
alternativa,
como está
fazendo
o ex-presidente
Fernando
Henrique,
botando
a cara a
tapa e dizendo
o seguinte:
drogas fazem
mal? Fazem.
Então vamos
buscar reduzir
os danos
que elas
causam.
É o que
vem sendo
debatido
em nível
nacional.
A minha
situação
é que moro
numa cidade
do interior
e não deixou
de ser um
impacto
para adversários
e pessoas,
mas a gente
pensa de
forma diferente
e gostaria
de ver isso
ser discutido
forma diferente.
BN
- E qual
é a posição
de seu partido
sobre isso?
P - Eu
não tenho
envolvimento
direto com
o diretório
estadual
do partido,
mas como
eu sou presidente
do diretório
municipal,
não tem
problema.
Com o diretório
estadual,
a gente
não tem
tanta ligação.
Mas partido
político
no interior
é assim:
você se
filia para
ter direito
à sua candidatura
e fica restrito
ao grupo
político
que apoia.
BN
- Carlos
Massarolo
[presidente
estadual
do PMN]
chegou a
falar alguma
coisa?
P - Não
entrou em
contato
comigo sobre
nada.
BN
- Depois
que você
saiu do
armário
em relação
à maconha,
mais alguém
se inspirou
em você
e fez o
mesmo na
região?
P - Não,
na minha
cidade não
tenho notícia.
Às vezes
alguns que
me vêm na
rua me olham
de forma
diferente,
outros já
falam ‘minha
liderança!’
e tal, defendendo
nossa causa
(risos).
BN
- Você já
fumou com
algum eleitor?
P - Não...
de certa
forma já
, porque
eu tenho
amigos que
fumam e
eu fumo
com quem
eu conheço
e sei que
fuma. Alguns
nem votam
em mim,
mas são
amigos da
antiga,
então fumo
com amigos
que eu sei
que fumam,
na minha
casa.
BN
- Quais
são suas
ambições
políticas?
P - Minha
ambição
política
é me dispor
a ir implantando
as minhas
ideias para
chegar em
algum lugar.
Não ficar
estacionado
no mesmo
lugar. Mas
ela depende
de muita
coisa, de
situação
do grupo
político.
A gente
tem um prefeito
bem avaliado
e a tendência
é que ele
se candidate
à reeleição.
BN
- Falando
nisso, você
é da base
aliada ao
prefeito
Beto Pinto
(PHS). Qual
a posição
dele em
relação
a isso?
P - Totalmente
contra (risos).
Já falou
que preciso
me tratar
(mais risos).
BN
- E já houve
um conflito
de vocês
sobre isso?
P - Não,
a gente
tem uma
relação
muito aberta
e respeita
muito as
ideias do
outro. Tem
uma frase
de Voltaire
que gosto
muito de
cultivar:
‘Eu posso
ser contra
todas as
palavras
que disser,
mas lutarei
até a morte
pelo direito
de dizê-las'.
Então eu
e o prefeito
temos uma
relação
mais ou
menos por
aí.
BN
- Você acha
que o fato
de ter aberto
isso à população
vai prejudicar
você numa
reeleição?
Na verdade
isso já
era aberto,
porque já
tinha assumido
em palanque,
em pinga-fogo
na rua,
em comícios...
BN
- Aquela
foi a primeira
vez no plenário,
então?
P - Não,
eu já tinha
assumido
no plenário
antes, para
me defender
de outras
acusações.
Mas, dessa
vez, aconteceu
com jornalistas
da região
que afirmaram
que eu estaria
cometendo
apologia
às drogas
e queriam
manchar
a minha
imagem.
Mandaram
a reportagem
que para
o jornal
A Tarde,
e foi quando
teve esse
boom todo,
mas a cidade
inteira
já sabia
disso. A
minha reeleição
não está
vinculada
a isso,
eu posso
até não
conseguir
me reeleger
por outros
motivos.
E eu posso
conseguir
também e
não vai
ser por
esse motivo.
BN
- No final,
você considera
positiva
para a sua
imagem a
tentativa
de te difamarem?
P - Foi
bom para
lavar minha
alma e sair
do armário
(risos).
Porque eu
não tenho
mais o que
preocupar
com isso.
BN
- Tem uma
pergunta
que tenho
até receio
de fazer...
Por que
Pintão?
P - Pintão
de Granja
era meu
apelido
quando pequeno.
O de granja
foi embora,
ficou o
Pintão.
As pessoas
acham que
tenho ‘Pinto’
no sobrenome,
mas não
é. Lá o
pessoal
todo me
conhece
assim.
BN
- Qual é
a sua plataforma
de trabalho
na Câmara?
P - Gosto
muito da
parte legislativa
da Câmara,
de encaminhamento
de projetos,
da lei orgânica.
BN
- Tem algum
projeto
de lei em
destaque
que você
apresentou?
P - Tem
um que o
prefeito
desde não
sancionou
a gestão
passada,
que é a
criação
do Conselho
Municipal
da Juventude,
para incentivar
a prática
de esporte
nos jovens
entre 15
e 30 anos
de idade.
Para criar
esse conselho
para discutir
políticas
públicas
voltadas
para isso,
para tirar
a molecada
da rua,
para distanciar
o contato
dele com
a maconha,
com o mundo
da droga,
com a bebida.
Talvez se
na minha
juventude
eu tivesse
essa oportunidade
de praticar
esporte
e buscar
outras alternativas
para soltar
a adrenalina,
eu não teria
fumado um
baseado.
BN
- Existe
tráfico
em Medeiros
Neto?
P - Existe.
BN
- É violento?
É perigoso?
P - É violento
quando a
polícia
resolve
matar. A
polícia
lá elimina
os traficantes
assim.
BN
- Onde você
compra a
droga? Na
boca mesmo?
P - Não
é difícil
conseguir
não (risos).
É mais fácil
conseguir
que pirulito
na escola.
Gostaria
de comprar
na tabacaria,
de forma
regulamentada,
como eu
compro o
Carlton
[cigarro].
Onde eu
compro a
seda também.
A seda eu
compro na
tabacaria
e a maconha
fora dela.
Não dá para
entender
essa política.
Fonte:
http://www.bahianoticias.com.br/principal/entrevista/228-pintao.html